terça-feira, 11 de janeiro de 2011

07.01.2011 - A ASSEMBLEIA DECIDIU: Não permitiremos a demissão de nenhum companheiro ou companheira!

Reunidos (as) na maior assembleia que já realizamos num mês de Janeiro, os trabalhadores e as trabalhadoras da USP, decidiram por unanimidade lutar com todas as forças, com todos os meios, métodos e recursos, até obrigar o interventor, instalado expuria e ilegitimamente no cargo de reitor, a anular a demissão de 270 trabalhadores e trabalhadoras da universidade. O sentimento de solidariedade para com as pessoas demitidas era tão visível na assembleia quanto a indignação e a revolta contra a violência expressa nesse ato desumano e covarde do interventor. E não era para menos; entre os demitidos existem pessoas que não terão meios para sobreviver! Homens e mulheres que por trinta, trinta e cinco ou mais anos, constroem a USP, a custa inclusive da perda da própria Saúde e agora, estão sendo atirados para fora como se fossem lixo. Estão sendo privadas do direito e das condições de viverem os últimos anos das suas vidas com dignidade.

REITORIA RECEBE COMISSÃO PARA DISCUTIR A REINTEGRAÇÃO DOS DEMITIDOS
Ontem, as 09:00, a comissão eleita na assembleia, foi recebida pelos Profs. Joel (DRH), Roque (CODAGE) E Valdir Jorge (COSEAS), representando a Reitoria, para discutir a exigência unânime dos trabalhadores (as) reunidos (as) na assembleia, de revogação imediata das demissões. Respondendo as perguntas iniciais da nossa comissão, o Prof. Joel disse: Que as demissões foram feitas para que a universidade pudesse assumir o gerenciamento das aposentadorias dos seus funcionários. Que a forma e o momento de fazer as demissões foram decididas pelo reitor e os integrantes do primeiro escalão, para evitar que os Diretores de Unidades tentassem exercer pressão sobre a reitoria a fim de evitar uma ou outra demissão. Que o critério utilizado foi o de demitir todos os aposentados pelo INSS que não tinham estabilidade. Que os trabalhadores enquadrados nesse critério e que estão de férias, serão demitidos assim que suas férias terminem. Que o aposentados que estejam gozando de estabilidade provisória motivada por mandato de CIPA, acidente de trabalho, gravidez ou mandato sindical não serão demitidos. Que após a analise de todos os processos restaram duvidas quanto a estabilidade ou não de aproximadamente quatrocentos aposentados. Que não haverão novas demissões. Quanto a questão mais importante, que é a revogação das demissões, os representantes da reitoria disseram que iriam levar a reivindicação da assembleia ao reitor e que dariam resposta à comissão numa nova audiência que ficou agendada para terça feira, dia11/01/2011, as 10:00, na reitoria.

AS VELHAS MENTIRAS DO RODAS
Em um documento elaborado coletivamente, por ocasião dos protestos nas arcadas contra a irresponsabilidade com que o Rodas tratou a biblioteca da Faculdade de Direito, um grupo importante de Professores daquela faculdade demonstrou que o atual reitor não é homem comprometido com a verdade, apontando no mínimo dez mentiras escritas por ele em um documento com menos de três paginas. “Perdendo o pelo e mantendo o vicio” o Rodas respondeu a uma pergunta dos nossos representantes no CO dizendo que não haveria demissões de aposentados e menos de trinta dias depois, temos (por enquanto) 270 aposentados demitidos. Nesse caso o Rodas não mentiu sozinho, o professor Joel respondendo a perguntas das nossas representantes na CCRH também afirmou que não haveria demissões de aposentados. Hoje o mesmo Joel jura que não haverão novas demissões. Quem quiser que acredite!

AS NOVAS MENTIRAS DO RODAS
Na reunião com a comissão, assim como numa entrevista na Radio Bandeirantes o Prof. Joel, declarou que “as demissões foram feitas para permitir o controle pela universidade da aposentadoria dos seus funcionários, porem sem explicar de que forma a permanência desses aposentados impediria esse controle ou dificultaria a administração e o funcionamento da universidade, porem em nota divulgada por e-mail o Rodas disse que as demissões foram necessárias para criar margem para novas contratações e para a ascensão de outros na implantação da carreira. Ou seja um, ou ambos, mentiu outra vez.

NA VERDADE...
Todas a mentiras do Rodas e Cia tem o objetivo de confundir e desarmar a nossa categoria preparando o terreno para novas demissões, e não só de aposentados. O Rodas odeia o funcionários da USP. Ele já declarou em mais de uma entrevista aos meios de comunicação que nosso salários são muito autos. Ele reduziu o comprometimento da quota parte de ICMS da universidade com folha de pagamento de 85% para 77% do total. A demissão de trabalhadores antigos que já subiram na carreira e que recebem vários qüinqüênios e sexta parte e sua substituição por gente nova, em inicio de carreira é uma das formas perversas que o Rodas adotou para reduzir o gasto com pessoal de forma a baixar o comprometimento até a meta pretendida, a outra forma é a terceirização. Por isso podemos estar certo que a reitoria esta preparando novas demissões não só de aposentados mas sim da maioria, senão de todos aqueles que segundo Rodas “estão ganhando de 1500 a 2000 Reais para fazer serviços que no mercado são pagos a 600 ou 800 Reais por mês. Portanto é preciso construir a mais ampla mobilização para obrigar o Rodas retroceder e revogar as demissões dos companheiros e das companheiras aposentados (as). Essa é a única forma de impedir que haja muito mais demissões. E nesse caso é muito importante todos observarem que entre os demitidos estão pessoas que ocupavam cargos de confiança da burocracia acadêmica e do próprio Rodas, pois isso é a prova de que não vai adiantar se fingir de morto ou comer na mão do pequeno ditador. Só a nossa mobilização e a luta lado a lado ombro a ombro pode garantir a defesa dos nossos empregos.

QUEM CALA CONSENTE
A arbitrariedade e a megalomania desse Reitor chegam ao ponto dele tomar uma decisão desse porte, à revelia dos diretores de unidades e do próprio CO ou qualquer outro órgão da universidade. Resta saber até quando esses diretores de unidades continuaram aceitando que um cara imposto goela abaixo da maioria deles, continue tratando a todos na universidade como se fossem vacas de presépio. Não basta dizer que estão contra, que não concordam com as demissões. A única atitude a ser tomada por quem não concorda com essa violência, é exigir a revogação imediata das demissões.

PRÓXIMOS PASSOS NA LUTA CONTRA AS DEMISSÕES:
Segunda feira, dia dez, reunião do comando de mobilização as 17:30, no sindicato. Quinta feira, dia 13, concentração e protesto contra as demissões, as 12:00, na Reitoria. Reuniões em todas unidades até o dia 13 para garantir a convocação e organização do protesto.


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